Escrito por Fernando Amaral on February 6, 2008

Devil May Cry 4

O quarto episódio de Devil May Cry marca a chegada de Dante nas consolas desta geração, mas a maior estrela é o estreante Nero. Esta surpresa pode desiludir os fãs de Dante, mas é fundamental para proporcionar um estilo de jogo renovado. E no fundo, há mais elementos a unir Dante e Nero do que a separa-los.

Nero e  Dante - separados à nascença?
Nero e  Dante – separados à nascença?

A história coloca-nos na pele de Nero, um jovem rebelde com poderes extraordinários e um braço de demónio. Logo para começar vamos ter que defrontar Dante, num combate que serve para aprender a mecânica do jogo. Depois deste primeiro duelo onde ninguém sai vencedor, a nossa missão é seguir Dante e captura-lo. Com o desenrolar do enredo vai ficando mais claro quem são os bons e os maus da fita, e a meio do jogo vamos mesmo poder controlar Dante.

Antes de começarem a jogar preparem-se para esperar pelo menos 20 minutos. É o tempo que o jogo demora a instalar-se na PS3, um novo record. Durante esse tempo podemos ver um resumo dos capítulos anteriores, ou ir lanchar. Com uma instalação tão demorada seria de esperar que não houvesse loadings durante o jogo, mas há. É verdade que são curtos, mas são frequentes.

Assim que entramos no jogo ficamos impressionados com os gráficos de luxo. Os cenários góticos são magníficos, muito ricos em detalhes e com ambientes fantásticos. Neve, chuva, vento, água e principalmente o fogo, são elementos criados com mestria pela CAPCOM. A maior parte dos objectos podem ser destruídos, algo que acontece constantemente no calor das batalhas.

Encontramos bosses do tamanho de casas!
Encontramos bosses do tamanho de casas!

As cenas intermédias são longas e empolgantes, com sequências de combates dignas de Hollywood. A evolução da história é interessante e inclui algumas reviravoltas inesperadas. Infelizmente os diálogos são muito básicos, e as piadas fáceis gastam-se rapidamente. Nero e Dante são os 2 caçadores de demónios que vamos controlar, mas há uma série de outros personagens memoráveis. A cena em que uma guerreira sem roupa interior, combate e seduz ao mesmo tempo, ficará para sempre na história dos videojogos.

Nero é quase um Dante “light”. À primeira vista podem confundir os 2 personagens, mas Nero é claramente mais novo e tem um arsenal reduzido. A única pistola de Nero é a pior das suas armas, com tiros que mal beliscam a maior parte dos demónios. A enorme espada já causa mais estragos, e tem uma característica original: um punho de mota que podemos rodar para aumentar o poder dos golpes. Nem sempre é prático, mas é sem dúvida muito cool. A meio do jogo vamos receber a espada Yamato que pertenceu ao irmão de Dante, que permite invocar um demónio e fazer ataques mais potentes durante alguns segundos.

A melhor arma de Nero é de longe o seu braço direito,o Devil Bringer, que permite puxar os inimigos (get over here!) e dar-lhes tareias monumentais. Os golpes variam conforme o inimigo e estes são os melhores momentos do jogo. Este braço extensível também é essencial para certas áreas onde temos que saltar à Tarzan de plataforma em plataforma. Quando passamos a controlar Dante, sentimos falta deste braço demoníaco.

Dante tem ao seu dispor as armas habituais, e algumas novidades. As duas pistolas impressionam pela potência e velocidade, e o movimento no ar invertido a disparar é um dos melhores de qualquer jogo. Dante também é um mestre com a espada, e vai encontrando uma grande variedade de outras armas no seu caminho, ao contrário de Nero. Há ainda 4 modos que podemos activar a qualquer momento para multiplicar as hipóteses de fazer diferentes combos. Dante é um guerreiro mais poderoso e oferece muito mais variedade, apesar de ser protagonista apenas em 30% do jogo.

Os níveis gelados são fabulosos.
Os níveis gelados são fabulosos.

O potencial máximo das várias armas tem que ser desbloqueado aos poucos, a troco de almas. Podemos comprar uma habilidade e mais tarde vende-la pelo mesmo preço para investir noutra. Isto é muito importante porque há certos níveis que só podem ser ultrapassados com a habilidade certa.

Ao longo de todo o jogo há pequenas missões secretas para encontrar e tentar completar. Não são nada fáceis e os jogadores menos ambiciosos vão simplesmente avançar sem as concluir. Depois de acabar o jogo podemos sempre repetir a dose e tentar fazer todas as missões.

A câmara é um dos pontos fracos de Devil May Cry. Apesar de podermos movimenta-la com o analógico, a maior parte do tempo ela está fixa, e nem sempre na posição mais conveniente. Acontece vezes demais entrarmos numa sala e a mudança da câmara fazer com que a nossa direcção mude e voltemos a sair imediatamente. É uma situação irritante, mas que não afecta demasiado a jogabilidade.

A dificuldade de certos momentos do jogo, principalmente os de plataformas, pode frustrar os jogadores menos pacientes. Nero e Dante foram feitos para lutar e não para andar aos saltos, e os controlos não respondem com a precisão necessária. Juntem a isso demónios que fazem respawn eternamente, e preparem-se para arrancar cabelos quando cairem no mesmo buraco pela enésima vez.

O próprio desenho de certos níveis também nos pode levar ao desespero, já que não há grandes indicações de quais são os objectivos e muitas vezes temos que andar às voltas repetidamente pelos mesmos locais. É verdade que temos um mapa, mas isso não impede que ocasionalmente estejamos perdidos. Hoje em dia há muitos jogos que nos levam pela mão durante todo o caminho, não esperem nada disso em Devil May Cry 4.

Mais uma batalha épica em DMC4.
Mais uma batalha épica em DMC4.

Os pequenos puzzles que temos que resolver pelo caminho são divertidos e difíceis quanto baste. Leiam as pistas, observem o ambiente, e puxem pela cabeça. Felizmente a CAPCOM é especialista em jogos de acção, e combater os demónios nunca se torna cansativo. Além do sistema de combate ser quase perfeito, os inimigos também são dos melhores que já vimos em jogos de acção. A atenção aos detalhes é notável, e ficámos mesmo com vontade de ver os conteúdos extra para saber mais sobre cada espécie.

Se os comuns demónios já são interessantes, imaginem os bosses. Fabulosos! Desde um demónio de fogo gigante a um casal de lésbicas provocantes que escondem algo terrível, vamos encontrar criaturas inacreditáveis. Cada boss tem o seu estilo muito próprio e os seus pontos fracos que é preciso encontrar e explorar.

A música faz o seu papel, ora acompanhando a história, ora dando ritmo e emoção aos combates. Apenas gostaríamos de ter mais variedade, ao fim de algum tempo torna-se um pouco repetitiva. Os efeitos sonoros são muito bons, e as vozes dos actores são competentes, apesar das suas falas serem muitas vezes ridículas. Mas isso é culpa dos argumentistas.

Alguns jogadores podem ficar desiludidos quando se aperceberem que a partir de certo ponto do jogo começamos a andar para trás e a percorrer todos os locais onde já estivemos. Não é grave, porque da segunda vez controlamos Dante e os combates são completamente diferentes. Além disso DMC4 foi feito para ser jogado várias vezes, aumentando o nível de dificuldade e os nossos poderes acumulados a cada passagem.

Devil May Cry 4 é um festival visual e de pancadaria, com armas, combos e inimigos fantásticos. Os momentos difíceis e por vezes frustrantes não surgem durante os combates, mas sim quando estamos perdidos ou somos incapazes de passar uma secção de plataformas. Quem não desistir e jogar os 20 níveis até ao fim, não se vai certamente arrepender.

9

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5 Responses to “Devil May Cry 4”

  1. Pröll says:

    Simplesmente Magnifico , recomendo para quem goste de jogos com muita acção

  2. Priscila says:

    quais as diferenças do dmc 3 edição especial ?
    o que tem de novo no 4?

  3. licas says:

    este jogo é muito legal, eu adoro este jogo é irado mesmo todo mundo deve jogar

  4. esse jogo é um dos melhores da capcom junto com residet evil 5 AGRADEÇO CAPCOM E ESPERAMOS MAIS SUPRESAS . DE VCS SÃO OS MELHORES

  5. jonatas says:

    eu gosto desse jogo mais eu prefiro gta4

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