Escrito por Fernando Amaral on September 16, 2008
Overlord: Raising Hell

Overlord: Raising Hell

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No tempo em que as consolas não tinham disco rígido nem internet, os videojogos eram frequentemente marcados por um humor muito próprio. Por vezes era explicito, noutros casos estava camuflado e nos melhores dias conseguia ser corrosivo e politicamente incorrecto. Eu tenho saudades desses tempos.

Hoje em dia ainda há jogos assim, mas estão submersos num oceano de franchises e fórmulas que se repetem todos os anos. A partir dos primeiros momentos de Overlord, percebi que estava perante um desses casos raros, e foi isso que mais me prendeu a este jogo.

Em Overlord: Raising Hell controlamos um senhor das trevas em muito mau estado. Começamos com poucos poderes e uma torre destroçada, mas com o apoio incondicional dos nossos súbditos, os Minions. Estas pequenas criaturas semelhantes a Gremlins são os verdadeiros protagonistas do jogo. Gnarl, um Minion mais velho e sábio que os restantes, será o nosso conselheiro e guia espiritual.

A missão de um Overlord é ser poderoso, temido e essencialmente mau como as cobras. Para isso temos que erguer a nossa Dark Tower, criar um exército de Minions e espalhar o terror por todo o lado. Apesar de haver inimigos com fartura para combater, o nosso nível de corrupção aumenta quando atacamos inocentes ou mesmo personagens que estão do nosso lado. A escolha entre sermos simplesmente maus, ou completamente terríveis, é nossa e tem impacto nos acontecimentos.

A história de Overlord desenrola-se sob a forma de vários objectivos que temos de cumprir. A cada momento temos múltiplos objectivos, e podemos escolher o que vamos fazer primeiro. Podemos até preferir ir passear, queimar umas ovelhas ou atacar aldeões inocentes sem cumprir qualquer das missões durante um bocado. Apesar de haver um determinado caminho traçado, temos grande liberdade na forma como o percorremos.

O Minions são estranhamente adoráveis.
Os Minions são estranhamente adoráveis.

No início todos os nossos Minions são iguais e castanhos, mas ao fim de algum tempo vamos descobrir que há outras raças. Cada tipo de Minion tem as suas habilidades e é fundamental para vencer certos desafios. Sem Minions vermelhos, capazes de apagar fogos, nunca conseguiriamos passar certas barreiras. Além disso são capazes de atirar bolas de fogo, uma arma de longo alcance. Já os azuis são capazes de nadar e de ressuscitar os seus companheiros caídos em combate.

Quando temos Minions de vários tipos, podemos dar ordens independentes a cada grupo, de modo a montar uma estratégia de combate. Por exemplo, devemos manter os vermelhos a uma distância segura, enquanto os castanhos lutam corpo a corpo. Podemos ainda dividir uma raça em vários grupos, mas isso já se torna algo complexo de controlar. Tudo se passa em tempo real, e se complicarmos demais, os inimigos não perdoam.

Tecnicamente Overlord não é um grande jogo. Os gráficos são medianos e as animações não melhores. Por vezes há problemas de clipping e diminuição de framerate. Os loadings são frequentes e mais demorados do que eu gostaria. No campo do áudio as coisas são um pouco melhores. As vozes e os diálogos de Overlord são bons, e por vezes são mesmo hilariantes. Ouvir a alegria de um Minion a dizer “For you, the Overlord” quando nos trás uma oferta, aquece o coração a qualquer senhor do mal.

O nosso personagem move-se de forma atabalhoada e não é um grande lutador. Se dependesse-mos apenas de nós próprios no campo de batalha, não durávamos 10 minutos. Isto apesar de estarmos munidos de armas e de poderes mágicos (limitados). A verdade é que o sistema de controlo não é nada intuitivo, e por vezes é difícil acertar com um pontapé até num alvo estático.

Respect my authorita!!!
Respect my authorita!!!

Enquanto movemos o Overlord com o analógico esquerdo, usamos o direito para mover os Minions. Isto quer dizer que não sobra nenhum para controlar a câmara, e que o jogo faz esse trabalho por nós. E como seria de esperar, é um trabalho que deixa muito a desejar. No calor da batalha temos que lutar contra os inimigos e contra a câmara também.

Apesar do jogo estar longe da perfeição, vale a pena jogar Raising Hell só para conhecer o exército de Minions, esses pequenos e irrequietos devoradores de abóboras dispostos a fazer tudo pelo seu Overlord.

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4 Responses to “Overlord: Raising Hell”

  1. Daniel says:

    Exactamente a minha avaliação deste jogo… No entanto, para mim os problemas com os controlos eram tão irritantes que estragaram a experiência de jogo ultrapassando o factor diversão que este tipo de jogos tem… Sempre que ia à minha Dark Tower dava uns chutos no Joker hehehehe Joguei até ter a Mistress e não consegui passar daí.

  2. [...] programa apresentei o hilariante Overlord: Raising Hell. Depois de fazer algumas maldades, vimos uma entrevista com Billy Corgan a propósito da sua [...]

  3. o promoçoes says:

    joguei apenas a demo…não me conseguiu cativar…

  4. Kenji says:

    achei da hora esse jogo de rpg eu vou comprar quando eu
    ganhar um de aniversario eu vou ganhar dia 1 de junho

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