Os filmes da Pixar costumam ser obras fantásticas no campo técnico e brilhantes no humor, que seduz tanto as crianças como os adultos. O primeiro episódio de Ratchet & Clank na PS3 aproveita as capacidades da consola para se aproximar desses filmes, mas em forma jogável. O resultado é um jogo de acção em plataformas como nunca se viu!
A Insomniac já nos tinha dado Resistance: Fall of Man, e agora mostram que a PlayStation 3 é capaz de ir mais além com Ratchet & Clank. Sempre que alguma editora se queixar da dificuldade de programar na PS3 ou deitar cá para fora um jogo com problemas técnicos, pensem no que a Insomniac consegue fazer!
Ratchet é uma criatura orelhuda com uma obssessão por coleccionar porcas e parafusos. É o nosso herói, o último da raça dos Lombax. Clank, o robot companheiro de Ratchet, tem mais poderes do que aparenta e uma forte ligação com os misteriosos Zoni, que só ele vê. Juntos, Ratchet e Clank são capazes de espalhar o caos em qualquer ponto da galáxia.
Estes são os personagens que vamos controlar, mas há outros memoráveis que participam na história. O capitão Quark é tão cobarde como hilariante, e protagoniza alguns dos melhores momentos de humor. E Percival, o pequeno imperador extra-terrestre, conquistador do espaço e do tempo, que pretende matar Ratchet e exterminar de vez os Lombax. Mas nem sempre a vida lhe corre bem.
Esta série já é bem conhecida, tanto na PlayStation 2 como na PSP. Nesta estreia na PS3, Ratchet & Clank segue a fórmula de sucesso habitual e eleva todos os padrões de produção para a nova geração. A história começa com o rapto do Capitão Quark e leva-nos a percorrer a galáxia em busca da verdade sobre os Lombax, enquanto inúmeras criaturas nos tentam destruir.
O primeiro nível será muito familiar para todos os que jogaram a demo. Passa-se numa cidade futurista inspirada no 5º elemento, onde os carros voam e se cruzam no céu por todos os lados. O cenário tem uma vida impressionante e um colorido fantástico. É apenas o início da viagem que nos vai levar a vários planetas, cada um com o seu ambiente e criaturas muito característicos.
A chave-inglesa é a arma mais básica que temos ao nosso dispor, sempre pronta a esmagar as cabeças dos inimigos, despedaçar objectos e ajudar a resolver puzzles. Mas este jogo não se chama “tools of destruction” por acaso. Há cerca de 15 armas para descobrir, que assumem um papel fundamental, pela sua variedade e originalidade. Com o desenrolar do jogo vamos poder comprar armas cada vez mais poderosas, algumas capazes de devastar um pequeno planeta. Além disso, cada arma pode receber uma série de upgrades, ficando cada vez mais mortal.
Os dispositivos também ajudam à festa. Por exemplo, um gás que confunde os inimigos e os faz lutar uns contra os outros dá sempre jeito. Mas o ponto alto do jogo é sem dúvida o Groovitron: uma bola de espelhos com música que põe toda a gente a dançar ao estilo dos anos 80, esquecendo por completo a batalha. Depois é só mata-los um a um, ou ficar a rir da figura ridicula que cada inimigo faz na pista de dança. Um clássico instantâneo!
As armas e os dispositivos podem ser comprados em terminais estilo multibanco, espalhados por todos os níveis. Apesar das munições serem limitadas, nunca nos faltam opções para semear a destruição. No entanto há que ter em atenção que nem todas as armas são adequadas para eliminar todos os inimigos.
O jogo é um misto de plataformas, acção, puzzles e mini-jogos. Pelo meio ainda podemos comandar uma nave através de um campo de asteróides, rodeados de naves inimigas. Ratchet conduz a nave e Clank dispara sobre os inimigos, num cenário cósmico de uma beleza impressionante. O sensor de movimento do SIXAXIS é usado em alguns momentos do jogo. Nomeadamente quando Clank ganha umas asas e podemos voar pelo cenário como se estivessemos a jogar Lair ou Warhawk.
A variedade dos desafios e o desenrolar do enredo garantem que o jogo nunca se torna aborrecido. Além de que a dificuldade não é muito exigente, portanto estamos sempre a progredir. Os hardcore gamers poderão achar que é fácil demais, mas parece-nos a opção correcta para este estilo de jogo.
Os gráficos que a Insomniac criou são os mais vibrantes de qualquer jogo que já analisámos na PS3. O colorido, a animação, as luzes e explosões, tudo encaixa na perfeição e sem qualquer abrandamento. Algumas criaturas e cenários fazem lembrar o universo de Star Wars. As cenas intermédias são tão boas como um filme da Pixar e vão ficando gravadas para revermos quando quisermos. Infelizmente, se quisermos passar à frente, não podemos.
O som está ao nível do resto do jogo, com bons efeitos sonoros e excelentes interpretações nas vozes dos personagens. Apesar de sermos adeptos das versões originais, sabemos que a dobragem em português é sempre bem-vinda e vai fazer as delicias dos mais novos.
Podemos sempre voltar a planetas que já visitámos, para explorar novas áreas ou experimentar novos acessórios. Normalmente não exploramos o planeta inteiro na primeira visita, e embora não seja obrigatório regressar, aumenta o tempo de vida do jogo.
Há muito tempo que esperávamos dizer isto: Ratchet & Clank justifica o investimento numa PlayStation 3, e não só. Uma TV HD começa a ser obrigatória para desfrutrar em pleno da nova geração. Resistance, MotorStorm e Heavenly Sword estiveram perto de chegar a este nível, mas faltou sempre alguma coisa. A Ratchet & Clank não falta nada.
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[...] em todas as consolas da Sony. A dupla de heróis estreou-se o ano passado na PlayStation 3 com Ratchet & Clank Future: Tools Of Destruction, um grande jogo que recebeu nota 9. A combinação de gráficos HD, sequências de animação [...]