Escrito por Fernando Amaral on September 8, 2008
The Bourne Conspiracy

The Bourne Conspiracy

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The Bourne Identity é um filme de 2002 onde Matt Damon interpreta um agente secreto com amnésia que procura a sua identidade. Sou fã assumido do filme inspirado pelo livro de Robert Ludlum, que devido ao seu sucesso se transformou em triologia. Bourne voltou a surgir no cinema com Supremacy e Ultimatum, e chega agora ao mundo dos videojogos com The Bourne Conspiracy.

Pelo caminho ficou Matt Damon que fui substituído por outro Bourne apenas vagamente familiar. A participação do actor devia estar fora do orçamento da Sierra Entertainment. É uma ausência de vulto num jogo que apresenta fortes ligações ao cinema.

O jogo começa com Bourne a flutuar no Mediterrâneo, mas não se limita a seguir o enredo do filme. Em vez disso vamos alternar entre cenas actuais e flashbacks a missões anteriores de Bourne. O resultado é portanto muito diferente daquilo que já conhecemos do grande ecrã.

Para executar as suas missões, Jason Bourne pode recorrer ao combate corpo a corpo ou a armas de fogo. É com os punhos que Bourne se destaca acima de toda a concorrência, e essas são as melhores partes do jogo. Há dois tipos de golpes, rápido ou poderoso, que se aplicam a murros ou pontapés. Há ainda um botão para nos defendermos. Combinações destas hipóteses criam combos variados. Cada golpe certeiro aumenta a nossa adrenalina, até ao ponto em que podemos executar um takedown.

Os takedowns são a imagem de marca do jogo, onde podemos ver Bourne a usar elementos do meio que o rodeia para castigar violentamente os seus adversários. Se tivermos adrenalina suficiente, podemos aplicar takedowns a vários inimigos ao mesmo tempo. Estes momentos de glória em que o nosso herói destroi inimigos e cenários com as suas próprias mãos são motivo de grande satisfação.

Estou a acertar em alguma coisa?
Estou a acertar em alguma coisa?

Este sistema funciona bem e dá origem a cenas de pancadaria dignas de um filme de Hollywood. Os adversários dão luta, tentam aproveitar as nossas falhas para contra-atacar e até executam os seus próprios takedowns. Se tentarem esmagar todos os botões para lutar, vão ver o Jason a transformar-se num saco de pancada. É preciso ter uma estratégia e reflexos apurados para dominar os combates.

Além da luta corpo a corpo, é óbvio que também há armas de fogo. É aqui que o jogo deixa de ser divertido e começa a ser algo frustrante. Bourne é uma máquina treinada para matar, mas tem grandes dificuldades em apontar uma arma, graças ao sistema de jogo defeituoso. Seria de esperar mais precisão nos tiroteios. A única excepção são os takedowns que nos permitem executar um tiro perfeito. No geral, passamos mais tempo a dar tiros no ar do que nos alvos.

Um aspecto interessante do jogo é o Bourne Instinct, uma espécie de sexto-sentido que Jason possuí. Quanto activo, permite-nos ver no mapa todos os inimigos e pontos de interesse que nos rodeiam. Esta habilidade está directamente relacionada com a excelente capacidade de observação e análise que Bourne evidencia nos filmes. Há uma sequência no jogo onde conduzimos um Mini através das ruas de Paris. Aqui também podemos usar o instinto para guiar com mais eficácia, mas nem isso salva este capítulo, que é um dos mais fracos.

O jogo é tal e qual um filme no sentido em que o guião está escrito e o jogador nada pode fazer para fugir ao caminho previamente traçado. Ao contrário de jogos como GTA IV onde tudo nos é permitido, aqui não temos margem de manobra. Isto quer dizer que jogar uma segunda vez será como tirar uma fotocópia da primeira volta.

Ups... peço imensa desculpa.
Ups… peço imensa desculpa.

Os gráficos de Bourne Conspiracy são bons, apesar de ocorrer algum clipping. Os cenários são diversos e interessantes, pecando apenas por não termos qualquer hipótese de os explorar fora da linha narrativa do jogo. Os efeitos sonores e vozes são competentes, mesmo sem a marca dos actores originais do filme. Pelo contrário, a música parece saida directamente do cinema para a PlayStation.

The Bourne Conspiracy não tem qualquer tipo de opção multipayer e não há grandes motivos para o voltarmos a jogar depois de terminada a missão. Se considerarmos que essa missão nos obriga a seguir à risca um enredo pré-definido e a repetir muitas vezes o mesmo tipo de cenas, concluímos que este jogo é só para fãs de Jason Bourne.

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One Response to “The Bourne Conspiracy”

  1. Sagitta says:

    Não é justo um Bourne sem o Matt bom comó milho…

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