The Club
The Club é um shoot-em-up frenético na terceira pessoa. Corres, disparas, e repetes até cruzares a linha da meta ou o tempo acabar. A história deste desporto ultra-violento é muito vaga e não acrescenta nada ao jogo. Aparentemente um grupo de milionários com sérios problemas mentais criaram um clube secreto onde a escolha é matar ou morrer. Os 8 concorrentes vieram dos 4 cantos do mundo, nem sempre de livre vontade.

Avança sem olhar para trás!
O “Secretary” é o personagem misterioso que nos explica as regras do jogo e nos envia para locais como prisões abandonadas, mansões ou navios, onde dezenas de homens armados nos esperam. Cada local oferece até 7 eventos. Os personagens jogáveis variam desde o criminoso mais procurado na Russia ao policia mais condecorado de New York. Dos 8 possíveis, 2 têm que ser desbloqueados. A apresentação destes personagens é em tudo semelhante a um beat-em-up e cada um tem vantagens e pontos fracos.
O modo de jogo mais básico é o sprint, onde temos que correr até ao fim do nível, amealhando o máximo de pontos possíveis. Para pontuar há que matar os inimigos, e fazê-lo muito rápido. Se conseguirmos encadear as mortes, fazemos combos que multiplicam a pontuação. O estilo também é importante, um headshot perfeito a uma distância considerável dá mais pontos do que chegar bem perto e descarregar a metralhadora no pobre coitado. Também há sinais com caveiras espalhados pelos mapas que servem para ganhar pontos e manter os combos activos. Matar muita gente e chegar ao fim de cada nível não é nada complicado, mas chegar ao fim com pontos suficientes para ganhar o torneio, isso é outra história. É preciso muita prática e conhecimento de cada nível para registar pontuações decentes.
Adicionem um cronómetro ao modo de sprint e as coisas começam a aquecer. Aí temos mesmo que correr pela nossa vida. O modo Time Attack é onde começamos a sentir a pressão. Começamos com escassos segundos para viver, e temos que ganhar tempo extra matando inimigos ou passando checkpoints. Com 3 segundos extra de cada vez, temos que matar com rapidez e eficácia para chegar ao fim do nível. Se o tempo acabar, os micro-explosivos que correm nas nossas veias são activados…

Este russo não é flor que se cheire.
Depois de tanta correria, é agradável jogar 2 modos onde temos que ficar dentro duma área reduzida e apenas tentar sobreviver até o tempo se esgotar. Survivor e siege forçam-nos a permanecer numa área pré-definida e repelir os ataques constantes que surgem por todos os lados. Se fugirmos desse perímetro, temos 5 segundos para voltar. O risco compensa porque é habitual encontrar armas e primeiros-socorros fora da zona segura. Os níveis estão bem desenhados e tornam estes modos muito divertidos, mas um sistema de cobertura, habitual nos jogos actuais, seria muito útil.
As armas são um aspecto crucial em qualquer jogo de acção e The Club está muito bem servido. Pistolas, caçadeiras, metralhadoras, lança-rockets, granadas, está lá tudo. Cada jogador encontrará a sua arma favorita, quase todas podem ser usadas com bastante sucesso. Devido ao ritmo infernal do jogo, as automáticas levam alguma vantagem.
A maioria dos cenários são interessantes e alguns são mesmo excelentes. Ninguém vai ter tempo para observar a paisagem, mas seria engraçado se fosse possível destruir mais coisas. É verdade que os vidros e certos objectos se partem, mas grande parte do cenário é intocável. Quando entramos num torneio desta natureza, esperamos mais destruição.
A inteligência artificial é quase inexistente neste jogo. Quando temos que matar dezenas de inimigos em menos de 3 minutos, convém que eles não sejam muito espertos. A maioria limita-se a aparecer, disparar contra nós e esconder-se de novo ou correr na nossa direcção. Isto não é um problema, é a própria essência do jogo.

Alguns adversários defendem-se com escudos anti-motim.
A Bizarre não aproveitou The Club para mostrar nenhum motor gráfico revolucionário. Os gráficos são decentes e o jogo corre sem soluços, e é isso que importa. O mesmo se pode dizer da música, efeitos sonoros e vozes dos actores.
O jogo parece ser bastante simples, e é mesmo . Correr através dos níveis e matar os inimigos que aparecem sempre nos mesmos locais - The Club resume-se a isto. Mas quanto mais jogamos, mais desenvolvemos as nossas habilidades e o jogo começa a prender-nos. A força bruta não é uma boa forma de somar pontos. Em vez disso somos premiados por conhecer os níveis e os inimigos, apontar com cuidado, não desperdiçar munições e matar com estilo. The Club é fácil de jogar, mas difícil de dominar, e isso é óptimo.
Por fim temos um modo multi-player para 4 jogadores na mesma PlayStation ou 8 online. Estes modos não têm absolutamente nada a ver com o jogo que descrevemos até agora. Em vez de correr como um louco e matar 70 inimigos com a inteligência de um tijolo, agora temos que andar à procura de 7 adversários humanos. Enquanto eles nos procuram a nós. Esta mudança no estilo de jogo não favorece The Club, principalmente porque já existem jogos como Warhawk que o fazem muito melhor.
Muitos jornalistas dizem que The Club é como um jogo de corridas, porque a Bizarre tem história nesse género e porque em The Club temos que correr à volta de “pistas” e saber de cor o que vai surgir a cada curva. Bem, isso é uma grande treta, se gostam de jogos de corridas comprem algo com carros ou motas. The Club é para quem gosta de dar muitos tiros e aperfeiçoar cada vez mais o seu desempenho, com a adrenalina no máximo porque o tempo escasseia e há inimigos por todos os lados a tentar dar cabo de nós.
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This entry was posted on Monday, February 25th, 2008 at 8:32 am and is filed under Acção. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
Olá, o meu nome é Fernando Amaral e sou o autor do blog Jogos PS3. Também administro o fórum Gam3r e apresento o Espaço PlayStation do Curto Circuito. Quando não estou a jogar na PlayStation, estou a gerir a minha empresa de webdesign e publicidade online. 
