A série Burnout é conhecida pela condução incrivelmente veloz e pelos acidentes espectaculares. Os jogos de carros não podem ser mais arcade que isto. Burnout Paradise chega finalmente à nova geração de consolas, e a pricipal atracção é Paradise City. Sim, a música dos Guns n’ Roses também lá está, mas agora falamos da enorme cidade onde o jogo decorre. Há mais de 300kms de estrada para desbravar em Paradise City: túneis, pontes, super-saltos, parques de estacionamento, linhas de comboio e muitos locais escondidos. Tudo isto está disponível desde o primeiro momento de jogo, sem uma única pausa para loading.

No início do jogo recebemos um carro velho num estado lastimável, e somos largados à saida do ferro-velho. A partir desse instante podemos ir a qualquer sitio e fazer o que nos apetecer, com liberdade total. Explorar a cidade, desde as estradas calmas da montanha às ruas movimentadas da baixa, é uma tarefa demorada. Podemos colocar o jogo na pausa e consultar o mapa completo em qualquer altura, e temos um mini-mapa sempre disponível no ecrã que mostra o local onde nos encontramos. Mesmo com estes mapas e com a ajuda do GPS, vamos enganar-nos no caminho muitas vezes.
Os comandos são muito simples e funcionam como qualquer jogo de corridas arcade. Acelerar, travar, virar à esquerda ou direita e usar o travão de mão para curvas apertadas. O nitro permite andar ainda mais depressa, mas gasta-se rapidamente. Para atestar o nitro podemos passar numa bomba de gasolina, e fazer acrobacias também vai enchendo o depósito aos poucos. Um carro danificado pode ser reparado passando numa oficina, mas muitas vezes não vale a pena porque quando destruimos um carro, aparece logo outro. Se deixarem o comando pousado alguns minutos, sem colocar o jogo na pausa, vão ter uma surpresa engraçada e relaxante.
Quando nos fartamos de conduzir de um lado para o outro sem destino, está na altura de entrar em algum tipo de competição. Felizmente há 120 eventos espalhados pela cidade. Em quase todos os semáforos há um evento e basta pressionar L2+R2 para participar. Alguns eventos consistem apenas em chegar à meta em primeiro lugar, enquanto outros nos obrigam a atirar os adversários para fora da estrada ou evitar que nos façam o mesmo. Cada estrada também nos convida a bater records de tempo e de Showtime. O modo Showtime consiste em provocar colisões com os outros carros e ir saltando em câmara lenta de acidente em acidente. Com algum jeito, a sequência de embates pode durar para sempre, e é tão ridículo como parece.
Nas corridas o fundamental é encontrar o melhor caminho. Cada corrida tem um ponto de partida e uma meta, mas o caminho para lá chegar é completamente escolhido por cada piloto. O GPS avisa-nos quando devemos virar, mas não conhece os atalhos. Colocar o jogo na pausa no meio de uma corrida a alta velocidade para consultar o mapa não é atitude de homem. Portanto a solução é olhar para a estrada, com um olho no mini-mapa, outro no GPS, sem perder de vista o transito e os adversários, tudo ao mesmo tempo e a mais de 200kmh. Isto quer dizer que o mais certo é falharmos uma curva essencial ou embatermos contra uma parede mais vezes do que gostaríamos. Claro que podíamos simplesmente seguir o caminho que os adversários escolhem, mas a ideia é cortar a meta à frente deles.

Há 3 tipos de carros: Speed, Stunt e Agression. Os nomes dizem tudo e devemos escolher o carro de acordo com o evento em que vamos participar. De vez em quando chega um carro novo a Paradise City, e temos que lhe fazer um takedown para o juntar à nossa colecção. Outros são oferecidos como prémio após ganharmos eventos. Cada carro que ganhamos fica guardado no ferro-velho e podemos ir lá trocar de carro. É possível mudar a pintura, mas não há outro tipo de upgrades. Portanto usamos um carro até chegar outro melhor e nunca voltamos para trás.
“Take me down to Paradise City, where the grass is green and the girls are pretty”, canta o Axl Rose. Só que em Paradise City não há raparigas, nem rapazes. É como uma cidade fantasma, dominada por centenas de carros sem condutores. Compreende-se que não haja peões, o jogo seria violento demais se os pudessemos atropelar, mas a cidade seria bem mais real. Não haver peões é aceitável, mas ter carros sem condutores é absurdo.
O DJ Atomica é o único DJ na única rádio da cidade. Ao início até nos dá alguns conselhos úteis, mas rapidamente se torna apenas irritante. A música é boa, com alguns momentos brilhantes, mas a possibilidade de ouvir os nossos mp3 seria muito melhor. Os efeitos sonoros são excelentes, principalmente o rugir dos motores. Só falta uma buzina para o ambiente sonoro ficar completo.
Os gráficos de Burnout Paradise são fantásticos. Todos os elementos visuais são muito bons e é espantoso como tudo desfila à nossa frente tão rapidamente e sem qualquer soluço nem loading. É sem dúvida uma boa demonstração do poder da consola.

O mundo aberto e quase sem menus não é um sistema perfeito. Por vezes seria bom ter uma maneira alternativa de navegar pela cidade, além de guiar até ao destino. Por exemplo, quando perdemos uma corrida e queremos tentar de novo, somos forçados a conduzir até ao ponto de partida. Se quisermos trocar de carro temos que chegar primeiro ao ferro-velho. E nem sequer é possível introduzir o destino no GPS para nos indicar o melhor caminho.
Jogar online é muito simples. Pressionamos um botão sempre que nos apetecer competir com outros jogadores, e segundos depois já não estamos sozinhos. Como no modo single-player, vários jogadores podem simplesmente passear pela cidade, fazer acrobacias e takedowns uns aos outros. Também podem organizar corridas e outros desafios. Tudo funciona na perfeição, sem qualquer lag. É muito fácil encontrar outros jogadores online, mas se organizarem um jogo entre amigos, será ainda mais divertido.
Se tiverem uma PlayStation Eye, o jogo tira uma foto para a vossa carta de condução de cada vez que sobem de nível. Também tira fotos quando acontece um takedown num jogo online. Já há histórias sobre jogadores que mostram partes impróprias do corpo na webcam, portanto estão avisados.
A Criterium deve estar orgulhosa de Burnout Paradise. Tecnicamente é um dos melhores jogos na PlayStation 3 e também é bastante divertido. É verdade que não tem grande profundidade, como qualquer Burnout, mas é um passo em frente na série. Alguns jogadores nunca gostarão deste tipo de jogos, mas de certeza que outros vão adorar chegar a casa depois de horas no transito real e descarregar o stress em Paradise City.
8
[...] hoje o patch que adiciona motos ao Burnout Paradise. No geral este update gratuito é excelente, mas fica aqui o registo de um pequeno bug, bem [...]
[...] 6 meses, quando escrevi a análise de Burnout Paradise, atribui-lhe um 8 em 10. Hoje, depois de instalar o update gratuito que adiciona motos ao jogo, [...]
e masa
como jogar os jogos desse site nao consegui acessar nenhum
Bom dia. algumas das críticas que leio nem as considero críticas… eu prefiro um jogo mais real (somos forçados a conduzir até ao ponto de partida). relativamente a este- E nem sequer é possível introduzir o destino no GPS para nos indicar o melhor caminho – tentem meter o destino para minha casa no GPS e fazem mais uns 50km se vierem de Aveiro
….
“mas ter carros sem condutores é absurdo” – eheheh… eu já o joguei umas horitas e nunca tinha reparado (mas essa tb é a vossa função).
Gostei da review, mas, tal como é referido neste e em mtos sites, adoro o jogo… o roncar é mto bom e podemos meter sempre gasolina sem nos preocuparmos com os aumentos
Cumprimentos,
TJ