Escrito por Fernando Amaral on December 14, 2008
Call of Duty: World at War

Call of Duty: World at War

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Em 2007, Call of Duty 4: Modern Warfare rompeu com a tradição da série e afastou-se radicalmente do cenário da 2ª Guerra Mundial. O resultado foi o melhor jogo do ano, uma grande comunidade de jogadores online e uma enorme expectativa para o capítulo seguinte. World at War (que não tem o título CoD 5) comete a ousadia de nos transportar de novo aos anos 40, no final da grande guerra.

Este conflito pode ser o mais explorado de sempre, em videojogos e não só, mas World at War consegue voltar a faze-lo de um modo interessante. O segredo consiste em mostrar os lados menos populares desta guerra mundial. As missões americanas nas ilhas do Japão e a campanha dos russos contra Berlim são as duas histórias que vamos conhecer e viver, na pele de dois protagonistas. A vantagem deste tipo de narrativa é que acabamos por aprender alguns factos históricos relevantes. A desvantagem é que já sabemos como vai acabar…

Apesar de ter mudado de cenário e de ser até desenvolvido por um estúdio diferente, World at War mantém grande parte da essência de CoD 4. O motor de jogo é o mesmo e a jogabilidade é extremamente familiar. Os veteranos de Modern Warfare dispensam qualquer tipo de tutorial para entrar neste jogo.

Call of Duty não nos poupa aos pormenores mais violentos.
Call of Duty não nos poupa aos pormenores mais violentos.

A mecânica de World at War não trás grandes novidades. As missões são lineares e cabe-nos cumprir o papel que o argumentista nos reservou. Equanto não o fizermos, não avançamos no jogo. Felizmente a história é muito  interessante e a acção é tão envolvente, que o sistema continua a funcionar na perfeição. Por vezes parece que World at War se esforça demasiado por reproduzir a fórmula de Modern Warfare, mas sendo uma fórmula vencedora, compreende-se que assim seja.

O jogo é curto, mas muito variado. Além de alternarmos constantemente entre dois cenários muito distintos, ainda temos missões em que controlamos as armas de um avião numa intensa batalha naval, ou um tanque no campo de batalha. Estes níveis são, na minha opinião, os mais fracos do jogo. Se o episódio anterior de Call of Duty tinha momentos dramáticos e de grande violência, este não lhe fica atrás. A guerra é um inferno, e não é para jogadores sensíveis.

Mesmo depois de terminarmos todas as missões, há boas razões para voltarmos a começar do início. A principal é o modo cooperativo que permite jogar com mais 3 amigos online, ou em splitscreen. No final há uma pequena surpresa. Não vou revelar o que é, mas posso adiantar que envolve mortos-vivos!

O modo multiplayer online é muitas vezes visto como um extra, mas no caso de Call of Duty, é a atracção principal. Qualquer jogador consegue acabar as missões em poucos dias, mas uma carreira online pode durar longos meses! Este sucesso deve-se muito a um sistema de ranks, classes, upgrades das armas e dos perks, que quase não sofreu alterações. As únicas diferenças são ligeiras adaptações de armas e perks para encaixarem na época deste jogo.

O lança-chamas dá um gozo muito especial.
O lança-chamas dá um gozo muito especial.

Em alguns mapas podemos andar de tanque, com as vantagens e desvantagens que isso implica. O poder de fogo é enorme e a resistência também, mas a lentidão destas máquinas é desesperante. Um segundo jogador a bordo do tanque é uma ajuda preciosa. Uma grande novidade é a hipótese de usar cães contra o inimigo após 7 mortes consecutivas. Estes animais não só descobrem os adversários, como os atacam sem piedade.

A Activision foi buscar dois nomes sonantes a Hollywod para as vozes dos principais personagens. Kiefer Sutherland e Gary Oldman estão perfeitos nos seus papeis. Os restantes efeitos sonoros também são excelentes e criam um ambiente de guerra fantástico.

Call of Duty: World at War é mais um grande FPS histórico. Apesar de não me fazer esquecer o Modern Warfare, o novo capítulo tem os seus pontos fortes e não desilude. É certo que a comunidade online vai manter este jogo bem vivo até ao fim de 2009, quando chegar o próximo Call of Duty na era moderna.

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2 Responses to “Call of Duty: World at War”

  1. diego says:

    esse jogo tem ou nao tem o modo multiplayer no ps2

  2. Alexandre says:

    Sim tem modo multiplayer e é um excelente jogo

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