Escrito por Fernando Amaral on February 2, 2009
Killzone 2

Killzone 2

Post Rating

Killzone 2 é o jogo que todos querem experimentar para louvar ou criticar a PlayStation 3. Este exclusivo PlayStation tem a enorme responsabilidade de mostrar todo o potencial da consola. Desde que foi apresentado o primeiro vídeo, as expectativas atingiram níveis absurdos. A polémica estalou ao ser revelado que não eram imagens do jogo, no entanto a Sony afirmou sempre que representavam a qualidade que pretendiam atingir, ou até superar. Com tanta pressão para atingir uma qualidade gráfica nunca antes vista, temia-se que a jogabilidade fosse deixada para segundo plano. A Killzone 2 exigiu-se que fosse um First Person Shooter excelente em todos os aspectos, qualquer outro resultado seria um falhanço para a Guerrilla Games.

Ao colocarmos o Blu-ray de Killzone 2 pela primeira vez na PlayStation sentimos que estamos prestes a experimentar algo de revolucionário. Foi para viver este momento que gastámos centenas de euros numa consola com o hardware mais avançado da actualidade. Assistimos à sequência inicial que serve de introdução à nossa missão com o dedo no gatilho, à espera que nos seja dado o controlo do jogo a qualquer momento… até que o nosso transporte faz uma aterragem forçada na praia e nos encontramos no meio da batalha com os Helghast. A partir daqui, tudo tem que ser perfeito.

Como a perfeição não existe, vou começar logo pelo que não correu bem. Pouco depois de começarmos a jogar notamos um pequeno defeito que se repete ao longo de todo o jogo. Dentro de cada nível acontecem uma série de loadings que provocam um congelamento da imagem durante algumas décimas de segundo. Não é nenhum bug, é mesmo assim. Estes momentos acontecem sempre antes de entrarmos em alguma zona com inimigos, nunca afectando a acção ou prejudicando a jogabilidade.

Para quem ainda se lembra de ficar 5 minutos a ver linhas coloridas e a ouvir ruidos estranhos enquanto um jogo fazia loading, estas pausas não são nada. No entanto fazem-nos perder a ilusão de estarmos no planeta Helghan e recordam-nos que estamos apenas a jogar e que tanto o hardware como os programadores têm os seus limites. Sempre que o jogo soluça, lembro-me que a decisão de não instalar parte do jogo no disco rígido (nem como opção) é um pouco estranha.

A história é pouco mais do que uma desculpa para matarmos o máximo de inimigos possível. Depois de repelir a invasão dos Helghast, chegou a hora de os desafiar no seu próprio terreno. O objectivo é invadir o planeta Helghan e capturar o imperador Visari. Os cenários que vamos conhecer em Helghan são pintados quase sempre em tons de cinzento e castanho. É um terreno inóspito e sombrio que os Helghast tencionam defender com unhas e dentes.

Jogamos na pele de Sev, um de quatro soldados da Alpha Squad. Ao longo do jogo lutamos como parte desta equipa, mas também a solo ou apenas com um companheiro. Se algum deles cair em combate, temos a possibilidade de o reanimar. Infelizmente, a inteligência artificial dos nossos aliados é um dos pontos menos desenvolvidos de Killzone 2. O que não quer dizer que eles não nos salvem a pele quando menos esperamos.

A inteligência artificial dos Helghast é bem mais desenvolvida, certamente porque não têm a tarefa complexa de colaborar com um jogador humano. Nos níveis mais fáceis os Helghast apresentam reacções suficientemente lentas para nos permitir recuperar de alguns erros. Mas quem se aventurar a jogar como Veterano ou Elite vai encontrar inimigos implacáveis e capazes de atitudes inteligentes, individualmente ou em equipa. Qualquer tipo de jogador, do casual ao hardcore, terá um desafio à altura.

Em qualquer FPS, as armas são um dos factores fundamentais. Em Killzone 2 não temos uma variedade muito grande de armas nem muitos conceitos originais, mas as suspeitas do costume estão presentes e comportam-se de forma exemplar. Em qualquer momento do jogo podemos apenas transportar uma arma e uma pistola, portanto estamos constantemente a fazer escolhas difíceis. As munições também têm que ser geridas, o que por vezes nos leva a deixar para trás a nossa arma favorita.  As granadas são mortais, como é habitual. Há um pormenor delicioso que é um indicador visual do tempo de cooking da granada enquanto está na nossa mão.

Um exclusivo PlayStation 3 deste calibre tinha que usar o sensor de movimentos. Felizmente a Guerrilla encontrou as situações perfeitas para aplicar esta função do controlador. Activar um explosivo com dois movimentos de rotação dá muito mais satisfação do que um simples pressionar de botão. Mas a grande novidade é o modo como controlamos a sniper rifle. Um botão para suster a respiração já é habitual nos FPS modernos – Killzone 2 vai mais longe. O movimento do SIXAXIS determina a nossa precisão, portanto somos obrigados a suster realmente a nossa respiração! E mesmo quem conseguir o equilíbrio perfeito do comando pode falhar o headshot porque uma explosão perto de nós provocou um movimento involuntário.

Já é quase obrigatório que um First Person Shooter inclua alguns níveis em que podemos pilotar veículos ou pelo menos controlar as suas armas. Estes momentos são por vezes forçados e não acrescentam nada ao jogo, mas também nos podem deixar boquiabertos com a surpresa. Em Killzone 2 podemos controlar um tanque que é algo trapalhão, os canhões de uma nave durante uma batalha nos ares e um “brinquedo” que dá um gozo muito especial e que vou deixar para cada um descobrir por si.

Ao fim de 8 horas de batalhas intensas, chegamos ao final da história, mas não ao fim do jogo. A longevidade de um FPS está no multiplayer online. Uma boa missão singleplayer pode dar-nos umas semanas de entretenimento enquanto o jogamos por 2 ou 3 vezes, mas uma forte comunidade de jogadores online é garantia de meses de diversão. Não tenho dúvidas que Killzone 2 vai ser um dos jogos mais jogados na PlayStation Network em 2009, desde que os servidores aguentem a imensa procura.

Os vários tipos de jogos online e os mapas disponíveis vão satisfazer os jogadores mais exigentes. Melhor do que qualquer modo individual é o Warzone, onde as regras mudam durante o jogo. Vamos recebendo ordens e temos que nos adaptar. Num momento temos que assassinar um jogador adversário e no minuto seguinte estamos a correr para resgatar um objecto ou defender uma zona. O tempo para cada objectivo é limitado e a adrenalina está sempre a subir. Se adicionarmos 6 classes diferentes de jogadores, suporte exemplar para clãs e um sistema de progressão com múltiplos caminhos, percebemos que Killzone 2 vai ocupar muitas horas da nossa vida.

Ao estilo de Unreal Tournament, podemos criar batalhas intensas contra uma mão cheia de bots. Além de servirem para ocupar os lugares vagos online, podemos jogar offline exclusivamente com bots. É um bom treino para quem quiser estar preparado antes de enfrentar outros humanos. O que Killzone 2 não tem é um modo multiplayer cooperativo. Esta opção está na moda, mas ficou de fora dos planos da Guerrilla.

Visualmente, Killzone 2 é o melhor jogo que já foi lançado em qualquer consola. Tão simples como isso. Os efeitos de luz e sombra, o fumo, a poeira levantada pelo vento, os efeitos das explosões no ambiente… tudo está um furo acima do que conhecíamos até hoje. As animações dos soldados são muito credíveis e os efeitos das balas que os atingem são sempre diferentes e espectaculares. Quase que dá vontade de atribuir um 11 em 10 aos gráficos de Killzone 2, tal é a superioridade face à concorrência.

A banda sonora também mereceu grande atenção, algo que não acontece em produções menores. Parte da música escrita para o Killzone 2 foi gravada por uma orquestra completa, captando toda a emoção que a música gerada em computador não consegue atingir. A música e os efeitos sonoros desta qualidade são tão importantes como os gráficos de luxo.

Os jogos da Sony costumam ser dobrados em português, mas Killzone 2 é uma excepção à regra. O que não é mau de todo, considerando o trabalho mal feito em Resistance 2. Os diálogos são no geral pouco interessantes e imaginativos. A excepção são os maus da fita. O imperador Visari faz discursos arrebatadores e o seu braço direito, Radec, impõe respeito.

Killzone 2 não é o jogo perfeito, consigo pensar facilmente em várias coisas que podiam ser melhoradas. Mais armas, mais tipos de inimigos, menos loadings e um modo cooperativo. Mas o jogo não podia continuar em desenvolvimento para sempre, e mesmo com as suas limitações, é o melhor FPS de sempre para a PlayStation 3. O excelente Call of Duty 4 foi finalmente superado, e por isso Killzone 2 merece a nota máxima.

Vídeo
Comentar


12 Responses to “Killzone 2”

  1. Gonçalo Madeira says:

    Grande análise, vou começar a frequentar mais este blog. Também tenho que criar um blog. Só acho que devias fazer outro tipo de análise, tipo analisavas cada parâmetro. Eu dava 9,5 aos gráficos, jogabilidade, duração e som.

  2. sergio says:

    quando e que sai o kilzone 2 ja joguei o demo é um espectaculo

  3. sergio says:

    NAO TEM NADA A VER MAS FERNANDO JA OUVISTE FALAR DO SLY 4 RESPONDE POR FAVOR

  4. charleston says:

    F A N T A S T I C O , VLW E OBRIGADO PELA ANALIZSE VLW…

  5. [...] hoje lançado o melhor First Person Shooter de sempre! Killzone 2 é um jogo absolutamente fantástico, e é na componente online que vamos passar a maior parte do [...]

  6. simaokillzone2 says:

    killzone 2 e mesmo fixe,e um dos melhores jogos k ja viiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!

  7. joao says:

    ola antes de mais queria felicitar-te pelo teu site e pela tua presença no cc..deixando-me de elogios eu gostava que me desses uma ajudinha para escolher entre um destes jogos mas é que estou mesmo indecisso e só posso comprar um…atao aqui vai…entre resident evil5, kilzone2, gtaIV,? qual escolher?

  8. Patareco says:

    Sem duvida o resident evil 5. Tenho ambos..

  9. Nut's says:

    Quando comprei o PS3

    o Killzone2 acabou vindo junto com o console

    e eh um jogo muito bom com graficos incriveis, para pessoas que jogam muito no Computador, achara um pouco complicado de mexer mas depois de 2 horas jogando você pega a pratica

    Killzone 2 eu aprovo

  10. Sérgio says:

    graficamente intocável!

  11. hernani says:

    este jogo me surpeendeu….goste dos graficos e da jagabilidade

  12. Pablo says:

    Nossa faltou muita coisa.
    Ainda não conseguir passar de Radec no modo Elite por causa de um detalhe bem drastico que não foi muito bem trabalhado, é possivel que a minha TV ñ tenha um tempo de resposta satisfatorio por isso, talvez, eu tenha a impressão de que os inimigos não morrem com um tiro na nuca. Muito vezes, na fase de Radec, eu alvejava um Heghal e ele colocava a mão no rosto cambaleava em um canto e esperava se recuperar (odeio esse sistema tira toda a realidade). Muitas vezes eu descarregava um pente inteiro em um unico inimigo e ele sobrevivia, que horror. Se ele tem alguma proteção não deveria sair tanto sangue.

    Odeio não poder matar um inimigo porque ele não estava pronto ou porque não estava no lugar certo, é “cafe com leite”? Se levou um tiro é pra cair e morrer.

    Killzone 2 tem excelentes gráficos e o efeito das explosões são iradas, mas ele devia ter um sistema de danos igual ao de Far Cry 2 (que não foi muito bom) e a física de Crysis pra ser o melhor do console, e a impressão que eu tenho é que eles querem mesmo insitar o odio como os pais dizem. O que vc faz quando um pente não é suficiente para matar um inimigo, joga uma granada (as vezes eles sobrevivem e com essa estoria de se esconda e se recupere então). Preparesse pois muitas vezes vc terá que alvejar um inimigo no chão e tiros na cabeça podem ñ ser suficiente.

Comentar