Numa altura em que os jogos sobre a 2ª guerra mundial parecem ter passado de moda, a Electronic Arts não se rende às tendências modernas e lança mais um Medal of Honor fiel às suas origens. A PS3 já tem vários First Person Shooters de grande qualidade e a fasquia está muito alta neste género.
A grande novidade de Airborne, é que todas as missões começam no ar, com um salto de para-quedas. Será este inovação suficiente para manter o interesse na série? E poderá Medal of Honor continuar a ombrear com o rival Call of Duty? Infelizmente as respostas imediatas são negativas. Todo o ambiente do jogo é demasiado “old-gen”, muito longe do que a concorrência nos oferece. Apesar da inovação com os saltos, toda a acção que decorre no solo já foi muito vista em jogos anteriores. Qualquer jogador habitual de FPS já matou milhares de nazis em cenários da segunda guerra ao longo dos últimos anos.
Apesar de termos liberdade total na escolha do local onde começamos cada missão, há certos objectivos que só surgem depois dos outros serem atingidos, o que torna o jogo mais linear do que parece inicialmente. Além disso o comportamento de inimigos e companheiros também funciona de modo a nos levar a fazer as coisas de uma maneira pré-definida. Não é grave, porque os níveis e missões foram bem desenhados e conseguem manter alguma ilusão de liberdade de movimentos.
Medal of Honor: AirborneAs armas são as habituais em jogos passados nesta época. Depois de jogar Call of Duty 4, vão certamente estranhar o pobre desempenho destas armas. O mais curioso é que as armas alemãs parecem muito melhores que as nossas. É essencial apanhar uma logo no primeiro nível e a partir daí usa-la sempre. Com esta superioridade até admira que os nazis tenham saido derrotados. Seja qual for a vossa arma de eleição, ao longo do jogo ela vai recebendo upgrades e melhorando através da experiência.
Qualquer tipo de material dá protecção contra os tiros inimigos, algo que já não se usa nos jogos actuais. Como os cenários não podem ser destruídos, acontecem situações muito irreais. No entanto o sistema de cobertura é uma agradável surpresa. Enquanto estamos escondidos atrás de uma esquina ou objecto, podemos espreitar em qualquer direcção e intensidade através do comando analógico. É um sistema muito flexível e realista, particularmente útil quando usamos a sniper.
Disparar tiros certeiros não é uma tarefa fácil, embora os inimigos nunca tenham esse problema. Além disso assim que nos descobrem, parece que ignoram os outros soldados e se concentram essencialmente no jogador. Os headshots dão um gozo muito particular quando vemos os capacetes alemães a saltar.
Medal of Honor: AirborneA grande maioria dos combates envolve apenas infantaria, mas ocasionalmente encontramos veículos. A excitação inicial de defrontar um tanque desvanece-se quando percebemos que ele se limita a andar em círculos até o conseguirmos destruir. Nesta área deveria haver maior variedade, tanto do lado inimigo como nos elementos jogáveis.
Como é habitual em jogos da EA, os menus e a apresentação geral são muito bons. Os briefings antes de cada missão colocam-nos no ambiente certo, e os momentos passados no avião antes de saltar estão bem conseguidos. Os efeitos sonoros também estão bem produzidos e cumprem o seu papel. Há talvez um excesso de patriotismo americano, mais isso é normal em jogos de guerra.
Em Medal of Honor temos sempre a companhia de mais soldados, no entanto parece que eles estão sempre dependentes de nós para avançar. A inteligência artificial dos nossos companheiros deixa algo a desejar, e também não é nada convincente o modo como foi tratado o fogo amigo. Se dispararmos sobre eles, o máximo que pode acontecer é insultarem-nos, quando as consequências deveriam ser bem mais graves.
A inteligência dos inimigos também não é sempre a melhor, e observar os confrontos entre vários soldados pode resultar em situações caricatas em que estão quase lado a lado e não disparam. Além disso recorrem com muita frequência aos golpes directos com a arma, quando um tiro seria muito mais eficaz. Ninguém no seu juízo perfeito tem uma arma de fogo nas mãos e atravessa uma sala para dar com ela na cabeça do inimigo.
As missões acabam em menos de 10 horas de jogo, mas podemos sempre voltar a jogar tentando aterrar em locais diferentes. Airborne também oferece uma experiência multi-player, mas não é fácil encontrar jogos activos. Resistance, Warhawk e finalmente Call of Duty 4 são os shooters que monopolizam o multi-player online na PlayStation 3.
Quem já está um pouco farto deste tipo de jogos, não vai encontrar razões de peso para jogar Medal of Honor. Por outro lado, os fãs de first person shooters históricos têm aqui um jogo competente e com alguns momentos altos, perfeitamente capaz de os entreter.
7
ola!
Eu estou em duvida de comprar o ” Medal of Honor: Airborne”, ou o ”Call of Duty” entao eu queria uma dica de qual realmente é o melhor.
Eu enclusive ja tive o” Medal of Honor ”quando eu tive meu PS2 .Mais ainda nao tive a oportunidade de compra-lo para meu PS3.Entao antes de tudo eu queria uma dica de qual é o melhor.
aguardo sua resposta!
obrigado.
Para a PS3 o melhor é o Call of Duty 4: Modern Warfare, mas está quase a sair o Modern Warfare 2.