Rainbow Six: Vegas foi um first person shooter táctico muito bom (quase brilhante). Naturalmente as expectativas para a sequela eram altas, se a Ubisoft pegasse no que já era bom em R6 Vegas e desenvolvesse ainda mais o jogo, o resultado seria algo de muito especial. Infelizmente não se deram a esse trabalho. Em vez disso, preferiram fazer um jogo que mais parece uma expansão do original com novos níveis.

Na primeira vez que lançamos o jogo, já temos um update à nossa espera. Segue-se a instalação no disco rigido. Este processo devia garantir que não houvesse períodos de espera durante o jogo, mas não é o caso. Cada nível é precedido por um carregamento considerável. A diversão começa na criação do nosso personagem, desde que haja uma webcam ligada à PlayStation. Podemos importar a nossa própria cara para dentro do jogo, num processo simples que exige apenas duas fotos e 5 minutos de espera. Depois de algumas tentativas, os resultados podem ser notáveis. Depois de criado, o nosso personagem pode ser usado online e offline.
A história de Vegas 2 é básica, mas oferece uma desculpa para percorrer 7 locais diferentes e matar vagas de terroristas. Provavelmente estão à espera de casinos, hoteis e locais famosos de Las Vegas. Esqueçam isso, a maior parte do tempo vão andar dentro de edifícios aborrecidos que podiam aparecer em qualquer lugar do mundo. E não há ninguém lá dentro, excepto os maus da fita e alguns reféns. Qual é o interesse de invadir um clube de strip, se não há strippers? Portanto temos uma história fraca e locais desinteressantes, não é um bom começo.
As missões podem ser jogadas com um amigo, online ou em split-screen. Deste modo o jogo é mais fácil e mais excitante do que jogando sozinho. É mais fácil porque podemos morrer e voltar à vida infinitamente, desde que o outro jogador não morra no mesmo momento, e porque a equipa ganha um homem extra. E é mais excitante porque comunicar com um amigo real enquanto ambos avançam sobre os terroristas é muito melhor do que simplesmente dar ordens aos companheiros virtuais. Um dos jogadores continua encarregado de orientar o resto da equipa, mas é fácil de esquece-los quando temos a ajuda de outro humano e vidas infinitas.
O sistema de combate já era bom, e continua a ser, porque é essencialmente o mesmo. Por exemplo, agora podemos correr. E mais? Mais nada, o resto é idêntico. Embora a jogabilidade seja a mesma do primeiro jogo, este é de longe o melhor aspecto de Rainbow Six Vegas 2. Quando começamos a usar o escudo (se assim entendermos), o jogo muda radicalmente. A não ser que os inimigos ataquem pelos flancos, somos quase invulneráveis, com as desvantagens de nos movermos mais devagar e só podermos disparar a pistola. O jogo torna-se mais fácil, mas menos emocionante. A snake-cam continua presente, e podemos escolher controla-la com o analógico ou com o sensor de movimento.
A nossa equipa é uma parte fundamental do jogo, e é bom notar que a inteligência artificial está melhor. Na maior parte das ocasiões os nossos colegas comportam-se mais como uma equipa do que no jogo anterior. Por alguma razão os nossos companheiros podem sofrer muito mais danos que nós, e mesmo quando chegam ao limite, podemos dar-lhes uma injecção milagrosa. Isto não se aplica ao nosso personagem, quando morremos vamos direitos ao último checkpoint. Os sons emitidos durante o jogo quando alguém é atingido ou morre, parecem ter sido tirados de algum filme para adultos. O diálogo entre os terroristas também é muito fraquinho.
Depois de algumas horas de jogo começamos a perceber que Rainbow Six Vegas 2 é um festival de bugs. Há tantas coisas estranhas, que por vezes chega a ser hilariante. Por exemplo, quando vemos o interior da cabeça de outro jogador! Mas quando um terrorista nos mata porque a ponta da sua AK-47 é capaz de atravessar paredes de betão, deixa de ter piada. Podiamos continuar a dar exemplos, é incrível como a Ubisoft lançou o jogo com tantos problemas.
Além da missão, podemos continuar a matar terroristas no modo Terrorist Hunt, usando os mapas multi-player. Temos que eliminar todos os inimigos, sozinhos ou com alguns amigos, mas desta vez os respwans são limitados. Sempre que jogamos, online ou offline, estamos a acumular pontos de experiência em diversas áreas. Quanto mais pontos ganhamos, melhor o equipamento que podemos usar. Isto quer dizer que podemos melhorar o nosso personagem online, também através do jogo offline.
Quando estiverem prontos e equipados para enfrentar adversários humanos, todos os modos multi-player online habituais estão presentes. Com 12 modos de jogo e 13 mapas, há muitas horas de combate online à vossa espera. Mas não contem com a mesma jogabilidade táctica das missões. Quando os adversários são de carne e osso, o ritmo é muito maior e não há tempo para ficar parado a planear o que se vai fazer a seguir. Ou se mexem e matam alguém, ou alguém vos mata a vocês.
Rainbow Six: Vegas 2 não é a sequela que este jogo merecia. Tem bugs, falta-lhe o glamour de Las Vegas e não trás nada de novo. No entanto continua a ser um FPS agradável e viciante. Se gostaram do primeiro e querem mais do mesmo, comprem-no.
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qerojogar
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