Resistance: Fall of Man foi o primeiro grande First Person Shooter da PlayStation 3. A história sobre uma invasão alienígena que devastou a Europa (em vez da 2ª Guerra Mundial) e uma excelente produção da Insomniac Games deram bons resultados. Com um final enigmático e muitas perguntas por responder, a sequela era inevitável.
Resistance 2 continua a seguir a história de Nathan Hale, agora nos Estados Unidos. A invasão dos Chimera atravessou o Atlântico e a resistência luta pelo que resta do nosso planeta. Esta mudança de cenário resulta num ambiente menos sombrio e mais colorido, onde o lema é “quanto maior, melhor”.
A estrutura do jogo mudou ligeiramente. Já não somos o único humano que viu as suas capacidades aumentadas por causa da infecção extra-terrestre. Agora fazemos parte de uma equipa de “super-humanos” que resiste ao invasor. Desta vez não há narrador que nos ajude a compreender o que se está a passar. Se quisermos saber tudo sobre a história desta invasão, temos que estar atentos aos pormenores.
A Insomniac, que também criou Ratchet & Clank, é famosa pelas armas que cria nos seus jogos, e Resistance 2 não é excepção. A maioria das armas já são velhas conhecidas do primeiro jogo, mas também há novidades. Continuamos a ter à nossa disposição um misto de armas de fabrico humano e engenhos chimerianos. O arsenal alienígena é bem mais avançado, especialmente a Auger, que permite ver e atingir os inimigos através de qualquer superfície.

Os Chimera chegaram à America.
Com dois modos de disparo em cada arma e vários tipos de granadas, a variedade de opções para rebentar com os aliens é muito grande. Só podemos carregar duas armas em simultâneo, mas há oportunidades para usar todas durante o jogo. A desvantagem destas armas fantásticas é que não sentimos que estamos a disparar algo real.
Apesar de recuperarmos a nossa saúde automaticamente quando estamos abrigados, a nossa missão não é nada fácil. As mortes são frequentes, mas o checkpoints são abundantes e nunca estão muito longe. A inteligência artificial é convincente, tanto nos inimigos como nos nossos companheiros de combate.
A campanha singleplayer é divertida mas não é excepcional. O que se destaca em Resistance 2 são os modos online, principalmente o modo cooperativo para oito jogadores. Neste caso há três classes e temos que escolher o nosso papel na batalha. O soldado tem como missão matar tudo que se mexe e proteger toda a gente com o seu escudo. O médico retira energia aos inimigos e recupera a energia dos companheiros. E o Special Ops é responsável por fornecer munições aos soldados.
O resultado desta distribuição de papeis é que somos mesmo obrigados a jogar como uma equipa. Como incentivo suplementar para cumprirmos religiosamente o nosso papel, cada jogador recebe pontos de experiência que podem ser usados para desbloquear armas e habilidades. Não pensem que os mapas e objectivos do modo cooperativo são idênticos ao singleplayer. As missões são diferentes e os mapas foram criados para permitir grandes batalhas com 8 jogadores e imensos inimigos.
É claro que os modos online mais tradicionais também tinham que estar presentes. Até 60 jogadores podem jogar os clássicos Deathmatch, Team Deathmatch ou Capture the Flag. Num jogo Skirmish as equipas são divididas em esquadrões que recebem objectivos específicos. Os modos online não apresentam qualquer lag, um feito a que o primeiro Resistance já nos tinha habituado.

Preparem-se para ficar boquiabertos com Resistance 2.
Os gráficos de Resistance 2 são bons e não há qualquer quebra na framerate, mesmo com dezenas de personagens no ecrã. Ao contrário de outros FPS marcados por tons de cinzento e castanho, Resistance 2 é muito colorido. O jogo passa-se em cidades americanas, mas também dentro de naves e instalações dos Chimera. O realismo é quase sempre deixado para segundo plano.
A Sony é conhecida por fazer excelentes traduções para português de quase todos os seus jogos. Infelizmente a versão portuguesa de Resistance 2 deixa muito a desejar. As vozes de comando que ouvimos ao longo da campanha não são minimamente credíveis num ambiente de guerra total contra monstros horrendos. “Senhor, tenha cuidado, caminhe pela direita” ou qualquer coisa deste género, não é o que esperamos ouvir no meio de uma guerra desesperada pela sobrevivência da humanidade.
Resistance 2 é um bom First Person Shooter e corresponde às expectativas criadas por Fall of Man. O jogo cresceu em todos os aspectos, principalmente na vertente online. Os fãs do género vão encontrar nesta sequela mais umas boas horas de “tiro nos Chimera”.
Eu também tenho um blog sobre jogos, e já tenho esse jogo, o jogo tamuito bom mesmo com uma historia que não é nada cansativa, uns graficos magnificos, e u modo de coperativa muito bom também, ainda melhor está o modo online tanto o coperativo e o competitivo.
A Insomniac merece os parabens.
resistance é muito irado
jogo muito bom…