Wall-E é o sucesso mais recente da Pixar no grande ecrã. Os mestres da animação digital criaram mais uma obra fantástica e um personagem que conquista até os corações mais gelados. Inevitavelmente seguiu-se Wall-E, o videojogo. E como já vem sendo tradição em jogos que seguem os respectivos filmes, mais valia nunca ter existido.

O planeta está uma desgraça, tal como este jogo.
Como também vem sendo habitual, a versão PlayStation de Wall-E passa-se num mundo tridimensional e controlamos o nosso herói na terceira pessoa. No geral estamos perante um jogo de plataformas, com puzzles à mistura. A especialidade do pequeno robot é criar cubos de lixo, que podem ser arremessados para activar alavancas e resolver os puzzles. Há cubos de diferentes materiais para o percurso ser um pouco mais variado.
O jogo segue a história do filme, pelo menos foi o que ouvi dizer. Eu não consegui seguir história nenhuma porque ao fim de hora e meia de fazer cubinhos de lixo estava no limite do tédio, e como ninguém me paga para jogar até ao fim, larguei o jogo e nunca mais lhe toquei. Mas posso adiantar que Wall-E está sozinho num planeta Terra abandonado pelos humanos e cheio de lixo. A tarefa de Wall-E é limpar o planeta, e essa é a única actividade que ele conheceu durante toda a sua vida. Até ao dia em que o nosso herói conhece Eve e descobre o amor… quem disse que os robots não têm sentimentos?
Depois de Ratchet & Clank ter demonstrado que já é possível fazer jogos que se aproximam bastante da qualidade gráfica do filmes de animação, é triste ver um filme da Pixar convertido num jogo paupérrimo no aspecto visual. Os gráficos de Wall-E na PlayStation 3 estão ao nível que esperamos da velhinha PS2.

Não há paciência para as plataformas de Wall-E.
A jogabilidade não é melhor e controlar o pequeno robot é uma tarefa pouco agradável. Ao fim de pouco tempo a frustração e falta de objectivos interessantes levam-nos a desistir do jogo. A câmara também não ajuda nada, muito pelo contrário. Só os gamers mais fanáticos é que vão fazer o sacrifício de continuar a jogar até ao fim. Além do modo singleplayer há alguns mini-jogos para vários jogadores. São mesmo miniaturas de jogos e com interesse mínimo.
Este texto é curto porque decidi colocar na análise dos jogos o mesmo empenho que os programadores colocaram na sua realização. Além disso, passar mais tempo a jogar Wall-E seria um acto de puro masoquismo. A ideia de pagar para jogar Wall-E é completamente absurda, mas se o encontrarem em segunda-mão e tiverem um filho de 4 anos que ache piada a ver o Wall-E aos saltos, talvez valha a pena o investimento. E daí, o melhor é esperarem que o filme saia em DVD.
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Parece ser uma valente seca
coitadinho do wall-e… tão fofinho.
Mas o jogo é uma seca sim senhor
eu quero este jogo no meu orkut